PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO E REPERCUSSÕES PERINATAIS EM PORTADORAS DE SÍNDROME HIPERTENSIVA GESTACIONAL: UMA REVISÃO

Fernanda Miranda Morais, Juliana Mendes Novais, Maria Clara Amaral Silveira, Mirtz Janiny Alves Rodrigues Araujo, Sâmia Machado Melo, Lucília Silva Gontijo

Resumo


Sabendo que a literatura é sempre agregadora e tendo em vista a multiplicidade de fatores predisponentes ao desenvolvimento da Síndrome Hipertensiva Gestacional (SHG), se solidifica como principal objetivo deste estudo, traçar uma revisão bibliográfica sobre o perfil clínico-epidemiológico de gestantes de alto risco portadoras de SHG, bem como suas repercussões perinatais. A SHG perfaz-se por doença incurável, salvo pela interrupção da gravidez. Ocupa a terceira causa de morte materna no mundo e a principal causa de morte materna no Brasil, atribuindo-se tais índices à grande quantidade de complicações, que imputam repercussões negativas sobre mãe e concepto. Pronuncia-se então, a necessidade de identificação precoce destas gestações, com o estudo complementar do ambiente fetal por meio de instrumentos que possibilitam avaliar a presença de hipóxia e suas conseqüências, sendo desejável a regulagem dos níveis pressóricos dentro dos parâmetros seguros para mãe e feto, cooperando deste modo para a redução da morbimortalidade neonatal. Sendo assim, este trabalho intenta agregar informação para que, cada vez mais, os profissionais da saúde permaneçam atentos aos vários aspectos de apresentação deste evento e assim estejam aptos na minimização dos efeitos advindos. Todo o arsenal de avaliações/ferramentas deve ser somado, para delinear a propedêutica, identificar e contornar tais vicissitudes além da decisão entre manutenção/interrupção da gravidez. Com base nesses achados, considera-se primordial uma assistência pré-natal de qualidade, em que as gestantes de risco sejam identificadas desde a anamnese até o exame clínico.


Palavras-chave


Hipertensão na gravidez, síndrome HELP, síndrome hipertensiva gestacional, doença hipertensiva específica da gravidez.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19123/eixo.v2i1.103