Adsorventes naturais como controladores de poluentes aquáticos: uma revisão

Leandro Fleck, Maria Hermínia Ferreira Tavares, Eduardo Eyng

Resumo


Nos últimos anos o desenvolvimento industrial acelerado têm liberado concentrações elevadas de metais pesados em diferentes cursos hídricos. Devido a sua baixa biodegradabilidade e alta toxicidade, novos adsorventes, mais baratos e eficientes, estão sendo pesquisados em todo mundo, como forma de atenuar os possíveis danos causados a saúde humana. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica acerca dos principais bioadsorventes utilizados para a adsorção de metais pesados em ambientes aquáticos, e os principais danos causados a saúde humana, quando em concentrações superiores às permissíveis pela legislação vigente. Os principais metais pesados encontrados em ambientes aquáticos são Pb, Cr, Zn, Cu, As e Hg, ambos altamente tóxicos a saúde humana, podendo causar diferentes tipos de canceres, danos cerebrais e renais, doenças do fígado, lesões nos ossos e problemas respiratórios. Diante disso, uma variedade de biomateriais estão sendo utilizados com sucesso como adsorventes de diferentes íons metálicos em todo o mundo, como por exemplo, biocarvão produzido com diferentes  resíduos agrícolas, quitosana e diferentes materiais celulósicos e hemicelulósicos. Comprova-se, portanto, que biomassas de diferentes origens são excelentes materiais para o controle de poluentes em ambientes aquáticos. Entretanto, o aproveitamento da biomassa como adsorventes naturais para o controle da poluição ambiental tem sido pouco explorado em vários países, com destaque para o Brasil, um país rico em diferentes tipos de biomassas. Assim, o uso desses materiais como adsorventes é uma tecnologia inovadora no controle da poluição hídrica.

Palavras-chave


Cursos Hídricos; Toxicidade; Saúde Humana; Poluição Ambiental; Materiais Biológicos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19123/eixo.v2i1.105