A atipicidade estrutural do uso do não após a reforma ortográfica

  • Thiago Soares de Oliveira
Palavras-chave: Língua Portuguesa

Resumo

Com a assinatura do Acordo Ortográfico de 1990, os substantivos compostos iniciados pelo prefixo não deixaram de ser marcados graficamente pelo hífen. Diante disso, este trabalho tem como objetivo nuclear a análise teórica sucinta da situação semântico-morfológica em que tal vocábulo, empregado como prefixo, passa a se enquadrar, valendo-se, para tanto, das disposições contidas nos principais compêndios gramaticais e do conhecimento produzido a partir de publicações nessa área de interesse. Por fim, chega-se à conclusão  de que o vocábulo não passa a se posicionar como um prefixo solto em relação à sua base lexical, adquirindo independência estrutural; em contrapartida, diminuem-se as possibilidades propositadas de  manejo semântico em razão da queda do hífen.

Biografia do Autor

Thiago Soares de Oliveira
Graduado em Letras (Português/Literatura) pela Universidade Castelo Branco. Aluno especial do Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e professor de Língua Portuguesa da Escola de Administração Judiciária.
Publicado
2013-12-30
Seção
ARTIGOS