ARTE E HUMANIZAÇÃO NA ESTÉTICA DE LUKÁCS

Maria Braga Barbosa Ramos

Resumo


A apresentação de uma ampla conceituação da arte e sua função é central na obra crítica do filósofo húngaro Georg Lukács. Compreendendo a arte como forma de conhecimento do mundo, importa também para ele distinguir dois tipos de reflexo da realidade: o estético e o científico. Coerente com o materialismo histórico e dialético, Lukács entende a história como o grande caminho do homem e suas transformações que, a despeito da proclamada evolução, também seguiram o curso da desumanização a partir das redes de opressão e fetichismo criadas pelo capitalismo. Ainda que diretamente ligada ao mundo objetivo, a arte manifesta a subjetividade humana, e, mesmo que passível de também ser transformada em mercadoria, possui condições de apontar um caminho para que o homem reconheça a si mesmo como parte de uma universalidade.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.19123/eixo.v6i1.466