RACISMO E PROPAGANDA NO BRASIL

Dayane Augusta Silva, Jonas Brito

Resumo


Seja nas relações interpessoais e nos espaços públicos, em episódios
ou nas grandes cifras, o racismo ecoa em nosso cotidiano. Não muito diferente das tendências antigas, hoje o racismo continua afetando os negros em suas individualidades, violando direitos humanos, de modo sistêmico e em todas as esferas de suas vidas. Não é diferente com a publicidade. Indivíduos negros são responsável por considerável circulação de dinheiro no mercado e constituem boa parte dos pequenos empreendedores, mas aparecem em poucos comerciais e são retratados em condição de rebaixamento. A sociedade de consumo cristaliza valores que inferiorizam os indivíduos negros por meio de duas estratégias:
1) reduzindo sua presença nos comerciais e 2) associando os poucos
presentes a determinados estereótipos. Frequentemente, estes indivíduos são retratados como representantes das classes populares ou associados ao ridículo, ao exótico, à corporeidade e à sexualidade. Nos últimos meses têm sido recorrentes denúncias de propagandas racistas nas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter. Com efeito, a propaganda brasileira deixa muito a desejar se o assunto for mostrar que pessoas negras “existem”, são “bonitas” e “valiosas”.


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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.19123/eixo.v6i2.519