DANÇAS NEGRAS: ENTRE APAGAMENTOS E AFIRMAÇÃO NO CENÁRIO POLÍTICO DAS ARTES

Fernando Marques Camargo Ferraz

Resumo


O artigo apresenta reflexões sobre os desafios para o reconhecimento
e constituição das danças negras enquanto campo de conhecimento em dança. A partir das experiências do autor como docente-pesquisador, da análise de casos na dança brasileira e da reflexão sobre autores que investigam as questões étnico-raciais na diáspora o texto propõe a análise das danças negras enquanto conceito marcado por uma poética política a ser afirmada em contextos de invizibilização, reconhecendo as políticas em torno da diferença como estratégia na formação de espaços mais plurais e éticos na dança.


Texto completo:

PDF

Referências


CARVALHO, José Jorge. Metamorfoses das tradições performáticas

afro-brasileiras: de patrimônio cultural a industria

do entretenimento. Série Antropológica, Brasília, n. 354,

CHAISE, Elsa (Dir.) Revista Rio Ballet. Rio de Janeiro, ano 2,

maio, 1954.

CUSICANQUI, Silvia Rivera. Ch’ixinakax utxiwa: una reflexión

sobre prácticas y discursos descolonizadores. Buenos

Aires: Tinta Limón, 2010.

DANTAS, Beatriz Góis. Vovó Nago e papai branco: usos e

abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

DOMINGUES, Gustavo; MARQUES, Márcia e BORELLI,

Sandro (Editores). Revista de Arte Cultura e Dança Murro

em Ponta de Faca, n. 7, jul. 2013.

GLISSANT, Édouard. Introdução a uma poética da diversidade.

Juiz de Fora: Ed UFJF, 2013.

GOTTSCHILD, Brenda Dixon. Digging the africanist presence

in american performance: dance and other contexts.

Connecticut/London: Greenwood Press, 1996.

GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. Racismo e anti-racismo

no Brasil. São Paulo: Ed. 34, 2009.

HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais.

Belo Horizonte: Editora UFMG; Brasília: Representação da

UNESCO no Brasil, 2003.

HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência

para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos

Pagu (5) 1995, p. 7-41.

LORDE, Audre. Sister Outsider. Berkeley: Crossing Press,

MARTINS, Leda Maria. “Performances do Tempo Espiralar”.

In: G. Ravetti e M. Arbex (Orgs) Performance, exílio, fronteiras:

errâncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: Faculdade

de Letras da UFMG, 2002. p. 69-91.

MONTEIRO, Marianna F. Martins. Dança Afro: uma dança

moderna brasileira In Húmus 4. NORA, Sigrid (org.). Caxias

do Sul: Lorigraf, 2011. p. 51-59.

OLIVEIRA , Cláudia Leonor Guedes de Azevedo. O Mandarim

Maravilhoso de São Paulo: Aurel von Milloss e o Ballet

do IV Centenário. Anais do X Encontro Regional Sudeste de

História Oral. Campinas, 2013.

ORTIZ, Renato (Org.). Pierre Bourdieu: sociologia. São Paulo:

Ática, 1983.

PENCE, Ellen. Racism- a White issue. In: HULL, BELLSCOTT,

SMITH (Org.). All the Women Are White, All the

Blacks Are Men, But Some of Us Are Brave. NY: The feminist

press, 2015.




DOI: http://dx.doi.org/10.19123/eixo.v6i2.523