EDUCAÇÃO PROFISSIONAL PARA SURDOS NO IFB: UMA PROPOSTA POSSÍVEL?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19123/REixo.v1.n2.07


Palavras-chave:

Educação Inclusiva, Educação Profissional, Educação de Surdos

Resumo

Este artigo se propôs a discutir a educação profissional de alunos surdos no Instituto Federal de Brasília, assim buscou-se verificar que ações estão sendo realizadas para que esse aluno tenha garantido o acesso e a permanência na escola. Nosso país é signatário da Declaração de Salamanca (1994) documento que se constitui como uma das mais importantes referencias internacionais no campo da educação especial e proclama a educação inclusiva como princípio norteador da educação para todos. Nesse sentido, a educação inclusiva conceitua um modelo educacional pautado na compreensão dos direitos humanos, com o objetivo de reconhecer e valorizar a diversidade como condição humana. Ao ponderar tais colocações, é possível fomentar que, para uma formação plena do aluno surdo se faz necessário garantir o direito à igualdade de ensino, o que pressupõe conhecer suas necessidades específicas e as implicações no atendimento educacional, para realmente assegurar a presença, a participação e o sucesso no ensino profissional e tecnológico. Isto posto, é necessário que a escola se prepare para receber o aluno, pois só assim poderá prestar um atendimento educacional de qualidade. Nesse trabalho realizamos o Estudo de Caso embasado em documentos oficiais, e literatura das áreas da educação e da linguística. Os instrumentos utilizados para análise foram o questionário, enviados aos servidores e a entrevista, realizada com um aluno surdo. Os questionários apresentam respostas favoráveis à inclusão de alunos surdos, mas o resultado da entrevista é negativo, o que revela uma discrepância em relação ao discurso pronunciado e a atuação na prática escolar cotidiana.

Biografia do Autor

  • Alessandra do Carmo Fonseca, Instituto Federal de Brasília

    Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas/Unicamp (2008), Mestre em Educação pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém/Portugal (2017). Servidora Pública a 13 anos, fui Docente Efetiva de Educação Infantil na SEEDF, atualmente no IFB atuo na Pró-reitoria de Extensão e Cultura/PREX. Nesta pró-reitoria atuei na gestão como Coordenadora dos Núcleos de Atendimento as pessoas com necessidades especificas/NAPNE, como Diretora de Programas e Articulação com a Sociedade/DPAS e como Substituta Eventual da PREX. Atuei como presidente da Comissão Organizadora do Processo Seletivo Simplificado para Contratação Temporária de Tradutor/Intérprete da Língua Brasileira de Sinais/Libras em 2016, presidi a Comissão Responsável pela Elaboração de Normas para a Curricularização da Extensão, nos cursos de graduação no IFB, presidi a Comissão de Organização de algumas edições dos seguintes eventos: Fórum de Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva/Fórum EPTI, Encontro dos Napnes do IFB e do ConectaIF. Em parceria com o Movimento Orgulho Autista Brasil/MOAB auxiliei na organização de algumas edições do Seminário Nacional sobre Autismo. Em parceria com o Instituto Benjamin Constant/IBC organizamos a Jornada Capacita Brasil no IFB em 2016, além dessa ação o IBC e o Instituto Nacional de Surdos/INES participaram com palestrantes e cursos específicos em suas áreas de atuação em algumas edições do Fórum EPTI. Atuei na parceria com o CETEFE e com o MOAB para o atendimento aos estudantes com necessidades específicas (avaliação funcional, orientação aos estudantes e servidores, palestras, cursos etc). Atuo em diversas áreas, são elas: suporte administrativo e técnico: reuniões com parceiros externos para ajustes sobre as ações, reuniões para captação de parceiros externos, reunião com servidores sobre as atividades e orientação sobre projetos de extensão, sobre parcerias em andamento, prestação de contas técnicas e financeira dos projetos, instrução dos processos administrativos e organização dos Jogos dos Institutos Federias/JIFs (etapas: local, regional e nacional) e na coordenação de alguns projetos de extensão. No momento, atuo com projetos com recurso externo (assessoramento e instrução processual) e contratação de fundação de apoio.

  • Girlane Maria Ferreira Florindo, Instituto Federal de Brasília

    Doutora em Linguística (UnB). Mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro- PUC-Rio (2005), especialista em Língua Portuguesa pelo Centro Universitário São Camilo(2002), especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), especialista em Gestão da Administração Pública pela Universidade Castelo Branco (2007), especialista em Educação em e para os Direitos Humanos com ênfase na Diversidade Cultural pela Universidade de Brasília (2015) e graduada em Letras: Português/Inglês pelo Centro Universitário São Camilo Espírito Santo (1999). Sócia da Associação Latinoamericana de Estudos do Discurso/ALED. Atua na área de Educação há mais de 20 anos, com ênfase em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Tem experiência em Educação Especial com ênfase em educação inclusiva, deficiência visual e surdocegueira. Coordenou as Ações Inclusivas do Instituto Federal de Brasília/IFB (2010-2014) implementando os núcleos de acessibilidade (NAPNE). Presidiu a Comissão Organizadora do Fórum Distrital de Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva promovido anualmente pelo IFB (2012, 2013 e 2014). Coordenou o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas - NAPNE (2015-2017). Coordenou a Assistência Estudantil e Inclusão Social do Campus Taguatinga (2015-2019). Professora de Língua Portuguesa e Literatura e Leitura e Produção de Textos do Campus Taguatinga-IFB (2011-2021). Atualmente, Professora do Campus Rio Pomba do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, atuando nas disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura; Produção de Texto; Português Instrumental; Libras e Arte. Professora de cursos de Formação do Sistema Braille, Audiodescrição com foco em Consciência Linguística Crítica, Escrita Criativa Autoral e Pedagogia Crítica. Membro benemérito da Academia Inclusiva de Autores Brasilienses (AIAB)

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Publicado

2026-08-18

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas

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Como Citar

FONSECA, Alessandra do Carmo; FLORINDO, Girlane Maria Ferreira. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL PARA SURDOS NO IFB: UMA PROPOSTA POSSÍVEL?. Revista Eixo, Brasília, v. 1, n. 2, p. 1–33, 2026. DOI: 10.19123/REixo.v1.n2.07. Disponível em: https://revistaeixo.ifb.edu.br/index.php/revistaeixo/article/view/392.. Acesso em: 19 ago. 2026.

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