ADSORVENTES NATURAIS COMO CONTROLADORES DE POLUENTES AQUÁTICOS: UMA REVISÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19123/REixo.v2.n1.01


Palavras-chave:

Cursos Hídricos, Toxicidade, Saúde Humana, Poluição Ambiental, Materiais Biológicos

Resumo

Nos últimos anos o desenvolvimento industrial acelerado têm liberado concentrações elevadas de metais pesados em diferentes cursos hídricos. Devido a sua baixa biodegradabilidade e alta toxicidade, novos adsorventes, mais baratos e eficientes, estão sendo pesquisados em todo mundo, como forma de atenuar os possíveis danos causados a saúde humana. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica acerca dos principais bioadsorventes utilizados para a adsorção de metais pesados em ambientes aquáticos, e os principais danos causados a saúde humana, quando em concentrações superiores às permissíveis pela legislação vigente. Os principais metais pesados encontrados em ambientes aquáticos são Pb, Cr, Zn, Cu, As e Hg, ambos altamente tóxicos a saúde humana, podendo causar diferentes tipos de canceres, danos cerebrais e renais, doenças do fígado, lesões nos ossos e problemas respiratórios. Diante disso, uma variedade de biomateriais estão sendo utilizados com sucesso como adsorventes de diferentes íons metálicos em todo o mundo, como por exemplo, biocarvão produzido com diferentes  resíduos agrícolas, quitosana e diferentes materiais celulósicos e hemicelulósicos. Comprova-se, portanto, que biomassas de diferentes origens são excelentes materiais para o controle de poluentes em ambientes aquáticos. Entretanto, o aproveitamento da biomassa como adsorventes naturais para o controle da poluição ambiental tem sido pouco explorado em vários países, com destaque para o Brasil, um país rico em diferentes tipos de biomassas. Assim, o uso desses materiais como adsorventes é uma tecnologia inovadora no controle da poluição hídrica.

Biografia do Autor

  • Maria Hermínia Ferreira Tavares, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

    Concluiu doutorado em Física pela USP em 1988 e pós-doutorado pela UNICAMP em 2001. É professora associada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, com atuação no Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola (PGEAGRI) da UNIOESTE (conceito 5 pela CAPES) desde 1997. Orientou quatorze teses de Doutorado, vinte e três dissertações de Mestrado, dezoito projetos de Iniciação Científica e cinco Trabalhos de Conclusão de Curso, todos na área de Engenharia Agrícola. Recebeu 3 prêmios. Atua nas áreas de Engenharia de Água e Solo e Tratamento de Resíduos Agroindustriais. Tem trabalhado como consultora ad hoc de várias instituições e de revistas científicas, entre elas: Revista Brasileira de Ciência do Solo, Energy, Renewable and Sustainable Energy Reviews, Journal of Environmental Technology, Biomass and Bioeenergy, Journal of Engineering (Wiley), Agronomy, Agriculture, Sustainability, Toxics.

  • Eduardo Eyng, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

    Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2003), Mestrado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (2006) e Doutorado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (2008). Atualmente é professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Ambientais - PPGTAMB, atuando principalmente nos seguintes temas: modelagem e simulação de processos e sistemas ambientais, tratamento de efluentes, planejamento de experimentos e purificação de biogás. 

  • Leandro Fleck, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Tecnólogo em Gestão Ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Campus Medianeira. Mestre em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE/Cascavel) (PGEAGRI). Doutor em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE/Cascavel) (PGEAGRI). Atua principalmente nos seguintes assuntos: créditos de carbono, desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de tratamento biológico de resíduos agroindustriais, produção e purificação de biogás, modelagem matemática de sistemas ambientais, gerenciamento de resíduos e saneamento ambiental. Atualmente é professor e coordenador de curso na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - Unidade Universitária de Mundo Novo (UEMS/UUMN). É docente do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental (PGBSA/UEMS). Atualmente é coordenador de curso na UEMS/Mundo Novo.

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Publicado

2013-08-23

Edição

Seção

Ciências Biológicas

Categorias

Como Citar

MARIA HERMÍNIA FERREIRA TAVARES; EDUARDO EYNG; LEANDRO FLECK. ADSORVENTES NATURAIS COMO CONTROLADORES DE POLUENTES AQUÁTICOS: UMA REVISÃO. Revista Eixo, Brasília, v. 2, n. 1, 2013. DOI: 10.19123/REixo.v2.n1.01. Disponível em: https://revistaeixo.ifb.edu.br/index.php/revistaeixo/article/view/563.. Acesso em: 3 nov. 2026.

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