TECNOLOGIAS PERSUASIVAS E DESINFORMAÇÃO: PSICOPOLÍTICAAPLICADA A LIBERDADE COGNITIVA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.19123/REixo.v15.n1.11


Palavras-chave:

Direito à liberdade cognitiva, Desinformação, Neurodireitos, Novas tecnologias, Psicopolítica

Resumo

A digitalização em massa disponibilizou vastos recursos, dentre eles o uso das tecnologias persuasivas que podem interferir nos estados mentais dos usuários, manipulando suas preferências e comportamentos sem seu consentimento. Em vista disso, o presente artigo tem como premissa analisar a disseminação de desinformação nas plataformas digitais enquanto agentes das tecnologias persuasivas que mitigam a liberdade cognitiva dos usuários. Em suma, parte-se da hipótese que a desinformação é utilizada por tecnologias persuasivas das plataformas digitais que auxiliam direta e indiretamente na distorção cognitiva dos usuários. O itinerário metodológico uma abordagem qualitativa, a partir de análise bibliográfica, com referencial de base sobre a psicopolítica de Byung-Chul Han (2020; 2022).

Biografia do Autor

  • Alana Maria Passos Barreto, Universidade Federal de Sergipe

    Mestra em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) com bolsa acadêmica pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Graduada em Direito pela Universidade Tiradentes (Unit) com especialização em Direito Digital. Advogada e Pesquisadora com estudos direcionados no impacto das novas tecnologias nos direitos humanos e na política, com ênfase em desinformação, novas direitas, guerras culturais, inteligência artificial, governança e regulação. Integrante dos grupos de pesquisa 'Direitos Fundamentais, Novos Direitos e Evolução Social' e 'Relações de Trabalho, Empresas e Novas Tecnologias (RENTec)', cadastrados no diretório do CNPq. Pesquisadora do Legal Grounds Institute no núcleo de proteção da criança online.

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Publicado

2026-03-03

Como Citar

BARRETO, Alana Maria Passos. TECNOLOGIAS PERSUASIVAS E DESINFORMAÇÃO: PSICOPOLÍTICAAPLICADA A LIBERDADE COGNITIVA. Revista Eixo, Brasília, v. 15, n. 1, p. e11, 2026. DOI: 10.19123/REixo.v15.n1.11. Disponível em: https://revistaeixo.ifb.edu.br/index.php/revistaeixo/article/view/236.. Acesso em: 4 mar. 2026.

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