EDUCAÇÃO PROFISSIONAL PARA SURDOS NO IFB: UMA PROPOSTA POSSÍVEL?
DOI:
https://doi.org/10.19123/REixo.v1.n2.07Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Educação Profissional, Educação de SurdosResumo
Este artigo se propôs a discutir a educação profissional de alunos surdos no Instituto Federal de Brasília, assim buscou-se verificar que ações estão sendo realizadas para que esse aluno tenha garantido o acesso e a permanência na escola. Nosso país é signatário da Declaração de Salamanca (1994) documento que se constitui como uma das mais importantes referencias internacionais no campo da educação especial e proclama a educação inclusiva como princípio norteador da educação para todos. Nesse sentido, a educação inclusiva conceitua um modelo educacional pautado na compreensão dos direitos humanos, com o objetivo de reconhecer e valorizar a diversidade como condição humana. Ao ponderar tais colocações, é possível fomentar que, para uma formação plena do aluno surdo se faz necessário garantir o direito à igualdade de ensino, o que pressupõe conhecer suas necessidades específicas e as implicações no atendimento educacional, para realmente assegurar a presença, a participação e o sucesso no ensino profissional e tecnológico. Isto posto, é necessário que a escola se prepare para receber o aluno, pois só assim poderá prestar um atendimento educacional de qualidade. Nesse trabalho realizamos o Estudo de Caso embasado em documentos oficiais, e literatura das áreas da educação e da linguística. Os instrumentos utilizados para análise foram o questionário, enviados aos servidores e a entrevista, realizada com um aluno surdo. Os questionários apresentam respostas favoráveis à inclusão de alunos surdos, mas o resultado da entrevista é negativo, o que revela uma discrepância em relação ao discurso pronunciado e a atuação na prática escolar cotidiana.
Referências
AINSCOW, Mel. O que significa Inclusão? Professor da Faculdade de Educação da Universidade de Manchester,Inglaterra. Entrevista concedida ao Centro de Referencia em Educação Mário Covas, São Paulo,Brasil,2002. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ees_a.php?t=002>. Acesso em 08 out. 2011.
AZEVEDO, G. M. E. Incluir é Sinônimo de Dignidade Humana. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. v. 1, n. 1, (jun. 2008 -). –Brasília: MEC, SETEC, 2008.Anual ISSN: 1983-0408. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf3/rev_brasileira.pdf>. Acesso em: 05 maio 2011.
BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da Linguagem.São Paulo: Hucitec, 2004.
BRASIL, Constituição Federal (1988).Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>.Acesso: 11 set. 2011.
BRASIL. Lei nº11.892, de 29 de Dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências.Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 30 dez. 2008. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11892.htm>Acesso em: 05 set. 2011.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acessoem: 03 ago. 2011.
BRASIL, Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011.Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 18 nov. 2011. Disponível:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20112014/2011/Decreto/D7611.htm>. Acesso em 04 ago. 2011.
BRASIL. Decreto nº5.626,DE 22 de novembro de2005.Regulamenta a Lei no10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais-Libras, e o art. 18 da Lei no10.098, de 19 de dezembro de 2000.Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23dez. 2005. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm> . Acesso em 3 mar. 2011.
BRASIL, Decreto nº 5296, de 02 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nos10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 03 dez. 2004. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm> Acesso em: 03 mar. 2011.
BRASIL, Ministério da Educação. Resolução CNE/CEB Nº 2,de 11 de setembro de2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Diário Oficial [da] União, Brasília, 14 de setembro de 2001. Seção 1E, p. 39-40. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2011.
BRASIL, Documento Base, dezembro de 2007. Educação Profissional Técnica de Nível Médio integrada ao Ensino Médio. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. MEC.Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/documento_base.pdf>. Acesso em: 05 abr. 2011.BRASIL. Coordenação de Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva. Ação TEC NEP: Humanizando a Educação Profissionale Tecnológica.Brasília: MEC /Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. 118 p., dez2010 (no prelo).
BRITO,Lucinda Ferreira. As línguas de Sinais.Instituto Nacional de Educação de Surdos. Disponível em:<http://www.ines.gov.br/ines_livros/FASC7_INTRO.HTM>. Acesso em: 20 out. 2011.___;Por uma gramática de Língua de Sinais. R.J.: Tempo Brasileiro, 1995.
CARVALHO,E. Educação Inclusiva: com os pingos nos“is”.Porto Alegre: Mediação, 2006.
DIAS, V. L.; SILVA, V. A.; BRAUN, P. A inclusão do aluno com deficiência auditiva na classe regular: reflexões sobre a prática pedagógica. In: Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar.
GLAT, R. (org). Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007, p. 97-136.
ESPANHA, Declaração de Salamanca sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais.Conferência Mundial de Educação Especial. Salamanca: s/ed., junho de 1994,19p. Disponível:< http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf>.Acesso: 02 fev. 2011.
ESTATUTO, Instituto Federal de Brasília. Aprovado pelo D.O.U nº 168, de 02 de setembro de 2009 e alterado conforme 7ª Reunião Ordinária do Conselho Superior, realizada em 21 de junho de 2011, 18 p.. Disponível em:<http://www.ifb.edu.br/attachments/3455_Estatuto_IFB_.pdf>. Acesso em 20 ago. 2011.
FARACO, C. A. Linguagem & Diálogo: as idéias lingüísticas do círculo de Bakhtin. Curitiba: Criar Edições, 2003.
FERNANDES, Eulália. Linguagem e Surdez.Porto Alegre: Artmed, 2003.
FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores. Estudos Avançados[on line]. v.15 n.42, p.259-268 São Paulo, maio/ago.2001. ISSN 0103-4014Disponívelem: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-4014200100020001>.Acesso em: 02 fev.2011.
GLAT, R.; BLANCO, L. M. V. Educação Especial no contexto de uma Educação Inclusiva. In: GLAT, R. (org) Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. R.J., 7 Letras, 2007.
GOMES, Joaquim B. Barbosa.O debate constitucional sobre as ações afirmativas.Doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), França. Professor da Faculdade de Direito da UERJ. Membro do Ministério Público Federal (RJ).Site Mundo Jurídico, R.J., 2002. Disponível em:<http://www.mundojuridico.adv.br/sis_artigos/artigos.asp?codigo=33>. Acesso: 20 out. 2011.
LACERDA, Cristina B. Feitosa. A prática pedagógica mediada (também) pela língua de sinais: trabalhando com sujeitos surdos.Cad. CEDES, Campinas, v. 20, n. 50,abr.2000 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622000000100006&lng=pt&nrm=iso>. Acessoem:21 abr.2011.http://dx.doi.org/10.1590/S0101-32622000000100006.___;
POLETTI J. A escola inclusiva para surdos: a situação singular do intérprete de língua de sinais. In: Tornar a educação inclusiva.Osmar Fávero, Windyz Ferreira, Timothy Ireland e Débora Barreiros (Org.) –Brasília: UNESCO, 2009.
LIBÂNEO, J.C. Didática. Cortez Editora, 1991.
LOPES, M.C.; GUEDES, B.S.A Educação dos Surdos no Rio Grande do Sul: delineando as primeiras análises. Espaço:informativo técnico-científico do INES/Instituto Nacional de Educação de Surdos.nº 29, R. J., V. Semestral, 2008. ISSN 0103/7668
LULKIN, Sérgio Andrés. O discurso moderno na educação dos surdos: práticas de controle do corpo e a expressão amordaçada. In: SKLIAR, Carlos (org). A Surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 2ª edição, 2001.
MAZOTTA, M. J. S. Educação Inclusiva -uma Escola para Todos.Anais do Seminário Surdez: Desafios para o Próximo Milênio.(org.)
INES, Rio deJaneiro, 2000.OLIVEIRA, E.; MACHADO, K. S. Adaptações Curriculares: caminho apara uma Educação Inclusiva. In: GLAT, R. Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar.R.J., 7 Letras, 2007.
PEREIRA, Paula Michelle da Silva.As marcas do intérprete de língua de sinais na escola inclusiva. ETD -Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 7, n.2, p. 148-157, nov. 2008. ISSN1676-2592.Disponível em: <http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1637>.Acesso: 21Jan. 2011.
FONSECA & FLORINDO (2012)EIXO, v. 1, n. 232PERLIN, Gladis.A cultura surda e os intérpretes de língua de sinais (ILS).ETD -Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 7, n. 2, p. 136-147, nov. 2008. ISSN 1676-2592.Disponível: <http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1636>. Acesso: 21 Jan. 2011.
PDI/Plano de Desenvolvimento Institucional do IFB (2009/2013) 87p. Disponível:<http://www.ifb.edu.br/attachments/006_2010410103211319pdi_2009-2013_ifb.pdf>. Acesso em: 08/2011.PAEI/Proposta de Ações de Educação Inclusiva para o Instituto Federal de Brasília. 9p. 2011. Disponível:<http://www.ifb.edu.br/attachments/2699_Propostas%20constru%C3%ADdas%20no%20I%20Encontro%20de%20NAPNE-DF.pdf>.Acesso em: 08 out. 2011
QUADROS, R.. O Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa; Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos.Brasília: MEC; SEESP, 2004.___. Educação de Surdos: A aquisição da linguagem.Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
ROSA, A. S. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete.Rio de Janeiro: Editora Arara Azul, 2008. Coleção Cultura e Diversidade. ISBN: 978-85-89002-33-1Disponível em: <http://www.editora-arara-azul.com.br/pdf/livro5.pdf>. Acesso em 10/04/2011.
___. A presença do Intérprete de Língua de Sinais na Mediação Social entre Surdos e Ouvintes. In: Cidadania, Surdez e Linguagem: desafios e realidades. SILVA, I., KAUCHAKJE, S., GESUELI, Z. (org). São Paulo: Plexus, 2003.
ROSSI, C. R.;LICHTIG, I.O impacto da atuação do intérprete de Libras no contexto de uma escola pública para ouvintes.Centro de Educação Transdisciplinar/CETRANS.Disponível em:<http://www.cetrans.com.br/artigos/Celia_Regina_Rossi_e_Ida_Lichtig.pdf>Acessoem: 10 jun. 2011
SALLES, H. M. L.; et al. Ensino de Língua Portuguesa Para Surdos: Caminhos para a prática pedagógica. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial, 2004.SAVIANI, D. Trabalho e Educação: fundamentos ontológicos e históricos. Revista Brasileira de Educação.v. 12, nº 34, p. 152-166, 2007.___.Sobre a Natureza e Especificidade da Educação. In: Pedagogia Histórico-Crítica, 1991.
SOBRAL, O. Dizer o “mesmo” a outros: ensaio sobre tradução.São Paulo: Special Book Services Livraria, 2008.SKLIAR, C. (org.). Educação & Exclusão: abordagem sócio-antropológica em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 2000.
STROBEL, Karin Lilian.A visão histórica da in(ex)clusão dos surdos nas escolas.ETD -Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 7, n. 2, p. 245-254, nov. 2008. ISSN 1676-2592. Disponível em: <http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/1645>. Acesso em: 21 Jan. 2011.
VYGOTSKY, L.S.Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Como Citar
Licença
Copyright (c) 2026 Alessandra do Carmo Fonseca, Girlane Maria Ferreira Florindo (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Nos seguintes termos:
- Atribuição - Você deve dar o crédito apropriado , fornecer um link para a licença e indicar se as alterações foram feitas . Você pode fazê-lo de qualquer maneira razoável, mas não de qualquer forma que sugira que o licenciante endossa você ou seu uso.
- Não Comercial - Você não pode usar o material para fins comerciais .
- ShareAlike - Se você remixar, transformar ou construir sobre o material, você deve distribuir suas contribuições sob a mesma licença que o original.
- Sem restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros de fazer qualquer coisa que a licença permita.










