POLISSEMIA SOMÁTICA SOBRE CORPO
DOI:
https://doi.org/10.19123/REixo.v14.n3.16Palavras-chave:
Somática, contracolonialismo, corpo em chamas, corpo acervo, corpo (des)contínuo.Resumo
Este artigo se desenvolve na confluência de três eixos temáticos dentro da pluriversalidade de compreensões sobre corpo, a partir de abordagens somáticas e princípios contracoloniais, compartilhados por três artistas pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Cunha-se assim as expressões-tema: corpo em chamas, corpo acervo e corpo (des)contínuo, que são subtítulos ao corpo do texto e (multi)versam sobre prazer, memória e (in)finitude, dentre outras noções relacionadas ao consenso de que o futuro é ancestral. Nesse trílogo polissêmico acerca do corpo e do soma, a versão ocidental do uso da Somática é devidamente reconhecida, ao mesmo tempo, em que também pode ser percebida como um antídoto contra o colonialismo, o binarismo, o mecanicismo, o machismo, o racismo, o capitalismo e suas variantes de inúmeras violências. Através de uma escuta mais profunda do soma como um corpo vivo, defende-se que é possível ativar estados, percepções e estratégias de fuga, sobrevivência e cura, tanto individuais quanto coletivas, em conexão com cosmologias outras que não as eurocentradas.
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