A SALA DE AULA COMO ENCRUZILHADA: LEITURA LITERÁRIA E AFORMAÇÃO SUBJETIVA DE MENINOS NEGROS
DOI:
https://doi.org/10.19123/REixo.v14.n3.12Palavras-chave:
leitura literária, literatura negra, masculinidades, gênero, raçaResumo
O presente artigo é fruto das discussões desenvolvidas na dissertação A CONSTRUÇÃO DA MASCULINIDADE E DO AFETO DO HOMEM NEGRO NA LITERATURA NEGRO-BRASILEIRA: UM OLHAR SOBRE OS CADERNOS NEGROS No 40 (2020) e de sua relação com a leitura literária como ferramenta de ressignificação do sujeito negro. O principal objetivo é analisar como a reflexão teórica em torno da literatura negra produzida por homens negros, articulada à interseção entre raça e gênero, contribui para um olhar mais humano em sala de aula, sobretudo ao considerarmos a elaboração subjetiva de alunos que são garotos negros. Este artigo busca descrever os anseios e desafios frente ao cumprimento da Lei n° 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. Porém, além das questões curriculares, acreditamos que a cultura negra e indígena são as bases para a formação do que entendemos como nação brasileira. E a literatura, reflexo de uma produção cultural e intelectual, é um dos componentes básicos para a construção do país, consequentemente dos seus indivíduos. Temos aqui a preocupação de olharmos os indivíduos ainda em formação escolar e utilizarmos a literatura como uma ferramenta que vai além do ensino-aprendizagem como única ferramenta curricular.
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