INTERAÇÕES SOCIAIS E ENSINO: DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.19123/REixo.v12.n3.07Palavras-chave:
covid-19, escolaResumo
Este ensaio aborda a questão das interações sociais e sua influência no ensino, tematizando o período de pandemia da covid-19, no qual vivenciamos o distanciamento social, a impossibilidade de termos aulas presenciais e, consequentemente, a diminuição das relações sociais. O estudo teve como objetivo entender como a interação social, no período de afastamento presencial, influenciou os processos de ensino e de aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, que teve como principal referência teórica o autor Lev Semenovich Vygotsky. Constatou-se que, na pandemia, devido ao afastamento dos alunos do meio escolar, a aprendizagem foi impactada visto que muitos alunos tiveram dificuldades de estudar e pesquisar sozinhos, além de não terem acesso às tecnologias digitais. Evidenciou-se que a aprendizagem dos alunos se ancora nas mediações semióticas e nos signos repassados pelos professores ou outros influenciadores. Essas constatações reforçam a importância da escola como o lugar no qual os alunos se constituem como sujeitos, na e pela linguagem, a partir da relação com o outro. Conclui-se que a interação social, presencial ou virtual, é fator determinante para os processos de ensino e de aprendizagem. Por isso, indica-se que as escolas propiciem uma interação efetiva entre docentes e discentes, independente do contexto histórico.
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